Destacando o trágico custo humano da escravidão moderna, O Chefe conta a história da vida real de um analfabeto, chamado Hermógenes, da zona rural argentina, que se vê preso ano trabalho forçado ao trabalhar num matadouro da capital, Buenos Aires.

Furriel, que interpreta o papel principal de Hermógenes, e o diretor do filme, Sebastián Schindel, ganharam os prêmios de “Melhor Ator” e “Melhor Filme” no famoso festival de cinema Condor, em Buenos Aires, no ano passado.

Numa entrevista com a equipe 50FF durante sua visita a Genebra, Furriel explicou porque o papel era importante para ele.

“A história realmente me emocionou. É uma história que temos que contar e conhecer, para que possamos falar sobre o problema.
(veja mais da entrevista aqui).

Numa entrevista anterior para a campanha, Schindel também revelou uma das suas motivações para fazer o filme.

“Quando escrevi e adaptei o roteiro, pensei sobre esse tipo de escravidão, que não tem correntes nem cadeados. O próprio Hermógenes tem as chaves do matadouro. Mas por que ele não foge? Por que não se liberta? Precisamos entender que a escravidão moderna funciona com diferentes tipos de correntes. Elas são invisíveis, com cadeados psicológicos.

Furriel e Schindel participaram do lançamento da campanha “50 for Freedom” na Argentina em 2015. Desde então, o país ratificou o Protocolo sobre Trabalho Forçado, que visa erradicar o trabalho forçado em todas as suas formas.

Um dos principais objetivos da campanha é encorajar pelo menos 50 governos a ratificarem o Protocolo até o final de 2018.

“Para mim, é importante apoiar a campanha ‘50 for Freedom’ porque é a campanha mais importante que existe para conscientizar o público sobre a escravidão moderna e, acima de tudo, para que todos nós encorajemos nossos governos”, disse Furriel.

Após a exibição do filme, que foi organizada em colaboração com o Escritório das Nações Unidas em Genebra, Furriel respondeu às perguntas do público. Também participaram da discussão Anne-Marie von Arx-Vernon, vice-diretora da “Au Coeur des Grottes”, uma organização com sede em Genebra que apoia as vítimas do trabalho forçado, e Aurélie Hauchère Vuong, especialista da OIT em trabalho forçado.

Como parte de sua visita, Furriel também conheceu o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, e foi entrevistado por vários meios de comunicação.

O ator, Joaquín Furriel e Diretor-Geral da OIT, Guy Ryder
O ator, Joaquín Furriel e diretor-geral da OIT, Guy Ryder

Ele também participou de uma entrevista em vídeo ao vivo no Facebook, respondendo perguntas feitas pelos espectadores.

Além dos prêmios Condor, O Chefe’ ganhou prêmios em vários outros países, incluindo Chile, México, Uruguai e Coréia do Sul. A mesma história é retratada por Furriel em um pequeno vídeo para a campanha “50 for Freedom”.